Mostrando postagens com marcador teatro de rua. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador teatro de rua. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Este Lado Para Cima – Isso Não é um Espetáculo.



Isso não é uma critica:

Dialogando com o sub-titulo do espetaculo da brava decidi que essa critica não iria ser uma critica. Mas uma tentativa de organizar as minhas impressões e sensações vivenciadas nos 80 minutos de espetáculo

Este Lado Para Cima – Isso Não é um Espetáculo. A nova montagem da Brava Companhia apresentada na mostra de teatro do Engenho nos dias 13 e 14 de novembro de 2010.
Este Lado Para Cima – Isso Não é um Espetáculo:
O poder do mercado de consumo, o controle da vida pela mercadoria, as contradições nas relações de trabalho e o uso das estruturas autoritárias como ferramentas de alienação são trazidos à tona na peça.




Tudo está em movimento
É o movimento que gera ação e ação é vida!
Drama é uma palavra grega que significa ação
Tudo que é vivo produz drama!!
E tudo que é vivo necessariamente é contraditório
E tudo que é vivo tem história
Pra saber a história das coisas basta você procurar, investigar, descobrir
O movimento da história é ciclico
Voltando...
Impulso gera movimento que gera ação e ação é vida!
E a história tá ai pra dar sentido a esse movimento
Atribuir sentido as coisas é perigoso. O perigo é que a busca pelo sentido
Naturalize as coisas, reduzindo a contradição, o movimento e o impulso em uma sentença lingüística.
Um certo pensamento é vigente no ocidente: racional, causal, lógico ...
que age sobre nosso corpo e sobre nossa vida reduzindo as contradições, e os movimentos que geram ação e geram vida, naturalizando as coisas.
É preciso desvalorizar um pouco o que é dito
Demorar nas sensações
Valorizar os incômodos
Sobretudo aqueles que geram ação!!



Deixo pra vocês o gonzaguinha cantando uma musica que tenho a impressão dialogar com o espetáculo.



domingo, 31 de outubro de 2010

Chuva Pasmada

O que o bob esponja tem a ver com esse blog, com o espetáculo?




A caixa idiota é nome desse episódio( que eu consegui baixar e postar aqui graças a um esforço e persistência quase cristã) Esse episódio eu sempre achei que é meio a síntese do que é teatro. Existe um espaço (que inclusive pode ser uma caixa) que você preenche com a imaginação, o jogo e a brincadeira.
Mas para dar certo é preciso acreditar na brincadeira e no jogo ,né?


A caixa mágica de "chuvinha pasmada" :
Espaço vazio conceito empregado por Peter Brook para designar, em termos visuais, a característica por ele eleita para definição do espaço cênico. É um espaço psicologicamente concentrado, recaindo a atenção do público no desempenho e intenções explícitas (ações determinadas) ou implícitas (secretas ânsias e vinganças) das personagens. É também, por outro lado, um espaço aberto, intemporal, não datado, onde tudo pode acontecer…
O ponto de partida é o vazio
Um cenário nu, a-histórico, sem referências explícitas. São os atores, usando a excelência do gesto, do olhar e sentindo o que as palavras designam, que criam o cenário
Desse espaço vazio onde a imaginação frui em gestos que viram imagens e palavras de imagens e imagens das palavras.
É desse espaço vazio que “chuva pasmada” espetáculo do grupo Matula de teatro parte.
Preenchendo espaços vazios, abrindo fendas poéticas de forma sensível e critica.






CHUVA PASMADA

SESC Pompeia
Dia(s) 22/10, 23/10, 24/10, 29/10, 30/10, 05/11, 06/11, 07/11, 12/11, 13/11, 14/11
Sextas e sábados, às 21h; domingos, às 18h

sábado, 23 de outubro de 2010

Dinheiro público a serviço de.


 Eu pergunto se a apresentação na Praça da República vai acontecer, mesmo com garoa, e uma atriz muito animada me responde que o grupo só cancela se chover forte.
  Os quatro atores se aproximam do coreto onde o público aguarda. Eles vêm cantando e empurrando uma carroça "... dar forma ao nada, tirar forma do tudo, não dizer nada, tentando dizer tudo".
  Então vai aparecendo em cena a família real portuguesa, D. Maria I, D. João VI, Carlota Joaquina e D. Pedro I. Todos uns bufões típicos de teatro popular. Uma sucessão de fatos históricos servem de mote para tiradas farsescas. 
  Recomendo o texto da Bacante sobre o espetáculo: http://www.bacante.com.br/critica/a-vinda-da-familia-real/
  O olhar crítico do grupo lançado ao passado com a intenção de questionar (e transformar) o presente, ainda que não esteja plenamente realizado em cena, fica evidente em alguns momentos. Como no cortejo pela praça em que D. João VI vai a frente dentro da carroça, discursando e fazendo promessas como candidato em campanha política.
  Soa um pouco ingênua a cena em que os atores fazem um jogo previsível onde as pessoas do público são convidadas a dizer como seria o novo mundo delas, e as respostas são: um lugar sem violência, uma terra de amor, tolerância... Poderia ter se aprofundado muito mais a exposição de contradições em cena.
  O espetáculo parece marcar o amadurecimento do grupo, que surgiu no Teatro Vocacional, possui sede na zona sul de São Paulo e montou "A vinda da família real" com dinheiro do Fomento. Assisti os dois espetáculos mais recentes da Cia. Humbalada: "O menino sem imaginação" e "O cidadão perfeito". É notável a verticalização de caminhos que já estavam apontados, como a boa apropriação do teatro de rua e aprofundamento no gênero cômico popular. É a primeira vez que o orientador/diretor Filipe Brancalião está em cena como ator, e que o ator Bruno César Lopes dirige a Cia.
  É exemplo de dinheiro público bem gasto.

A VINDA DA FAMÍLIA REAL
Direção: Bruno César Lopes
Elenco: Filipe Brancalião - Tatiana Monte - Thaís Oliveira - Vanessa Rosa
 Dias 19 e 20 de novembro, às 16h, na Praça da República.
Informações: 11 5661-6534 / humbalada@terra.com.br

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Helena pede perdão e é esbofeteada

O surgimento e desenvolvimento do melodrama ocorrem dentro de um contexto de profundas e radicais transformações da sociedade francesa, ligadas à ideologia da burguesia que, no início do século XIX, afirma sua força oriunda da Revolução Francesa. Nesse quadro de tantas mudanças, cúmplice de uma teatralidade exagerada e do espetacular, termina por chancelar a ordem burguesa recentemente estabelecida. A estrutura do melodrama é simples: num plano “opõe personagens representativos de valores opostos: vício e virtude” e num outro “alterna momentos de extrema desolação e desespero com outros de serenidade ou de euforia, fazendo a mudança com espantosa velocidade” No final a virtude é recompensada e o Mal punido; a boa ordem confirma-se e é assim que deve permanecer para sempre.
"Helena pede perdão e é esbofeteada" conta a história de Helena e seu marido, Augusto, que têm a casa invadida pela dupla Mary e Jack. Os invasores posteriormente se revelam ativistas políticos e convencem o casal a fazer parte de suas ações pseudo-terroristas. Durante as ações extremistas do grupo, Helena é deixada para trás e é expulsa algumas vezes, mas sempre consegue voltar. A atuação do quarteto fracassa completamente, causando o seu rompimento e a troca entre os casais. Helena se aproxima de Jack, de quem tem um filho, e Mary vai embora junto com Augusto, em busca do ex-chefe dele.



No caso específico da telenovela brasileira, embora a estrutura seja mais complexa e as personagens tenham um maior aprofundamento psicológico, nela também estão presentes os mesmos elementos básicos do melodrama: a oposição Bem/Mal, momentos de serenidade, alegria e felicidade alternando-se com outros de aflição, tristeza e desolação - os sentimentos positivos.



O melodrama, adota “uma peculiar linha de progressão, (...) se mantém aberto para incorporar sempre novos desdobramentos telenovela onde o distender da história é uma alternativa à disposição do autor, permitindo-lhe o sobrevir de novos episódios e peripécias, provocando no telespectador a suspeita de que falta muito ainda para acontecer, inquietação irritante para não dizer desesperadora, mas que instiga o seu interesse e o mantém preso diante do televisor.
A encenação do Tablado de Arruá Busca a sobreposição de linguagens, uma televisão instalada na rua permite um recorte de telenovela para o espetáculo. Transmite imagens (captadas ao vivo) apresenta pontos de vista simultâneos da cena que é vista ao vivo como detalhes da expressão dos atores. Para retratar o lado de fora da casa, são utilizados espaços do entorno, como bares, bancos, morros, lagos, na busca de um teatro de rua que lide também com a intervenção e com a utilização de espaços alternativos em geral.
Apoiada pela Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo e pelo prêmio Myriam Muniz, a peça integra o projeto Atentados, cuja pesquisa tem como base a busca por uma linguagem violenta e destrutiva, à altura do dia-a-dia atual numa metrópole como São Paulo e, sobretudo, à altura das ruas, onde a peça será apresentada: “Eu não acho que tenhamos de construir nada. Não é nossa obrigação construir uma compreensão, uma teoria sobre a sociedade atual. O dinheiro da Prefeitura não tem que ser usado de maneira construtiva. Tem uma cláusula na lei, a contrapartida social, que muitas vezes é tomada como um valor social que a obra teria. Às vezes se traduz isso em um sentido em que a obra deveria servir para as pessoas entenderem melhor a sociedade onde elas vivem, algo positivo."

HELENA PEDE PERDÃO E É ESBOFETEADA Reestreia dia 21 de outubro, quinta-feira, às 16h na Praça da Liberdade (atrás do metrô Liberdade). Dia 22 de outubro, sexta-feira, meia-noite, na Rua Vieira de Carvalho (esquina com Praça da República). Temporada - Sextas, na Praça da Liberdade, às 16h, sábados, meia noite, na Rua Vieira de Carvalho (esquina com Praça da República). Até 10 de dezembro. Duração – 60 minutos. Classificação Etária - 14 anos. Telefone para informações: (11) 7363 6226.